FMI OTIMISTA RELATIVAMENTE AO PIB

Em Washington os técnicos do FMI projetam que a economia portuguesa cresça 2,4% este ano, a projeção mais otimista entre as principais entidades nacionais e internacionais neste momento.
Esta é a mesma previsão que o Fundo aponta para o crescimento económico da Zona Euro (2,4%), o que levaria Portugal a convergir com os seus parceiros europeus. Ainda assim, Portugal crescerá novamente abaixo de Espanha (2,8%), o seu principal parceiro comercial.

O World Economic Outlook de abril revê em alta das projeções para a Zona Euro divulgadas em outubro do ano passado. Ou seja, o FMI está mais otimistas quanto à evolução da economia europeia, graças a uma procura interna “mais forte do que o esperado”, a política monetária acomodatícia e uma melhoria nas perspetivas da procura externa. Contudo, o crescimento a médio prazo deverá estabilizar em 1,4% face à baixa produtividade, poucas reformas estruturais e o efeito desfavorável da demografia.

O otimismo do Fundo alarga-se também à evolução do mercado de trabalho. O FMI prevê que a taxa de desemprego desça para 7,3%, uma projeção inferior aos 7,6% previstos pelo Governo no Programa de Estabilidade. A confirmar-se, a taxa de desemprego em Portugal seria mais baixa do que a média da Zona Euro.

Para 2019, as projeções das instituições estão todas sincronizadas: a economia vai desacelerar ainda mais, saindo da casa dos 2%. No caso do FMI, os técnicos estimam uma subida do PIB de 1,8%, abaixo da média da Zona Euro (2%). No total, o crescimento mundial deverá atingir os 3,9% em 2018 e em 2019, uma pequena aceleração face aos 3,8% registado no ano passado. No caso das economias avançadas, 2018 vai ser um pico no crescimento económico (2,9%), acima dos 2,3% de 2017, mas abaixo dos 2,7% em 2019 - o que indica uma desaceleração generalizada das economias desenvolvidas nos próximos anos, efeito da retirada dos estímulos da política monetária.

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