25 de janeiro de 2019

RISCOS PARA OS NEGÓCIOS EM PORTUGAL

Falha dos mecanismos financeiros, falhas de governação do Estado, bolhas de activos, fenómenos climáticos extremos e choques provocados pelos preços da energia são os cinco principais riscos que os negócios em Portugal poderão enfrentar ao longo dos próximos io anos.

A previsão é do Fórum Económico Mundial, com base nas respostas de empresários portugueses, no mais recente relatório "Riscos Regionais dos Negócios", elaborado em parceria com o Grupo Zurich e a Marsh & McLennan Companies.

22 de janeiro de 2019

PREÇOS DAS CASAS CONTINUA A AUMENTAR

Os preços das casas na Área Metropolitana de Lisboa cresceram mais de 10% no último ano, tendo abrandado no 3º trimestre de 2018. Os números constam do Índice de Preços Residenciais para o trimestre da Condencial Imobiliário, que monitoriza 278 concelhos de Portugal Continental, apurando que, no total do país, o preço de venda das casas registou um crescimento homólogo de 15,6% em setembro.
Em 90 concelhos o crescimento homólogo manteve-se acima dos 10% no trimestre e cerca de 20 apresentaram valorizações superiores à média nacional. Lisboa, Porto e Áreas Metropolitanas continuam a registar as valorizações mais expressivas do conjunto.
De notar que na AM Lisboa os preços subiram entre 10% a 25% nos vários municípios, embora, segundo a Condencial Imobiliário, se note uma tendência de abrandamento do crescimento em Lisboa, Cascais e Oeiras, onde os preços subiram 1 8,6%, 24,9% e 16,7%, respetivamente.
Em todos os outros mercados da região, e fruto da crescente dispersão do investimento na construção de nova habitação para a segunda coroa de Lisboa, as subidas anuais continuam em aceleração, tendo acentuado em 12 dos 15 mercados e estando agora entre os 21,6% (Odivelas) e os 9,7% (Setúbal). Já no curto-prazo, o comportamento dos preços na AM Lisboa exibe uma tendência generalizada de suavização da subida. Com exceção de Sesimbra e Sintra, todos os restantes mercados metropolitanos (incluindo Lisboa) exibiram taxas de variação trimestral abaixo ou em linha com as vericadas no trimestre anterior, com este indicador a situar-se, no 3º trimestre, entre os 0,5% de Cascais e os 7,1% de Sintra.
Na maioria dos concelhos, a subida trimestral está no patamar de 3% a 4%.

Nota ainda para a AM Porto, que regista uma intensicação transversal das subidas homólogas, as quais se posicionam no trimestre entre os 13% e os 29%. O Porto, onde o ritmo de valorização esteve bastante abaixo de Lisboa nos últimos dois anos, chega ao 3º trimestre como o mercado em que os preços mais crescem a nível nacional (28,8%, em termos homólogos), mesmo depois de uma forte aceleração desde 2017, quando a subida anual estava em 11,4%.
Nos restantes mercados da AM Porto, com exceção de Matosinhos onde a subida se mostrou ligeiramente mais contida no 3º trimestre (mas mesmo assim situandose em 18,4%), observou-se uma subida anual em alta face aos patamares atingidos no trimestre anterior, oscilando agora entre os 12,9% de Espinho e os 22,9% de Vila do Conde. Aceleram também os preços na variação trimestral, apesar de alguns mercados já evidenciarem um ligeiro abrandamento do crescimento, nomeadamente Matosinhos. As variações em cadeia mantêm-se fortes em toda a AMP, entre os 9,5% de Vila do Conde e os 3,4% de Matosinhos.

VIDAIMOBILIÁRIA

18 de janeiro de 2019

PREÇO DAS CASAS AUMENTA FACE À MÉDIA EUROPEIA

O preço das casas na zona euro e na União Europeia (UE) ​aumentou 4,3% no terceiro trimestre de 2018 face ao período homólogo, com Portugal a registar uma subida de quase o dobro da média (8,5%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat.

Face ao segundo trimestre de 2018, o preço das habitações subiu 1,6% na zona euro e 1,5% na totalidade da UE. Na análise em cadeia, os maiores aumentos foram observados na Holanda (3,3%), em Malta (3,1%) e na Croácia (2,8%), enquanto em Itália (-0,8%), na Roménia (-0,7%), na Finlândia (-0,4%), na Eslováquia (-0,3%) e na Hungria (-0,2%) o indicador recuou.

Em Portugal, o preço das habitações aumentou 8,5% face ao terceiro trimestre de 2017 e 1% na comparação com o período entre Abril e Junho. Na comparação homóloga os preços em Portugal subiram quase o dobro face à média registada no espaço europeu.
PUBLICO 18/01/2019

18 de dezembro de 2018

APROVADOS BENEFÍCIOS FISCAIS AO ARRENDAMENTO

Foram aprovados no Parlamento novos benefícios fiscais para os senhorios, baseados na duração dos contratos. A taxa de IRS sobre os rendimentos prediais poderá ser reduzida dos 28% atuais.
A medida inclui-se em 4 projetos de lei do PSD sobre o arrendamento aprovados a 13 de dezembro. Segundo a TSF, a taxa pode ser reduzida nos contratos com duração a partir de 2 anos, passando automaticamente para 14% no caso de um contrato a 10 anos.

O Balcão Nacional do Arrendamento contará também com o apoio da Segurança Social nos casos de maior fragilidade dos inquilinos. Foram também viabilizados os projetos do PSD para isentar de tributação os montantes das indemnizações por denúncias de contratos de arrendamento habitacional de inquilinos com baixo rendimento anual bruto corrigido e para redenir os termos de funcionamento da Comissão Nacional da Habitação.

Nesta sessão plenária agendada pelo PSD foram votados 10 projetos, 4 dos quais aprovados, com os votos a favor do PSD e do CDS-PP, abstenção do PS e do PAN, e com os votos contra do PCP, BE e PEV, baixando assim à comissão parlamentar da habitação.

Ficam de fora propostas para a atribuição de benefícios fiscais para dedução de encargos com imóveis de jovens até 30 anos com contratos de arrendamento, para criação do regime jurídico do seguro de renda, ou para implementação de um Programa de Cooperação entre o Estado e as Autarquias Locais para o aproveitamento do património imobiliário público inativo com vista ao arrendamento.

Chumbaram também as propostas de criação de projetos para a criação do fundo de garantia para o arrendamento, para atribuição de um subsídio de renda para famílias numerosas e monoparentais, e para criação do regime jurídico do arrendamento urbano para efeitos de qualicação, educação e formação.
VIDAIMOBILIÁRIA

23 de novembro de 2018

PwC APONTA LISBOA COMO O TOPO DAS PREFRÊNCIAS EM 2019

“A economia portuguesa está a crescer a um ritmo saudável e a sua capital é agora um destino internacional para empresas, investidores e turistas”, diz a PwC no seu estudo Emerging Trends in Real Estate: Europe 2019.

Lisboa está a beneficiar da “fama” que Barcelona tem vindo a perder, levando mesmo vários investidores a mudarem o seu capital da Catalunha para o país vizinho. No mesmo estudo, a PwC inquiriu os entrevistados a pontuar as cidades numa escala de um a cinco, em que um é “muito mau” e cinco é “excelente”.

Ordenando todas as pontuações num ranking, Lisboa volta a estar no topo, com uma média de 4,27 pontos em investimento (à frente de Dublin e Berlim) e 4,19 pontos em desenvolvimento (à frente de Berlim e Frankfurt).

BALCÃO NACIONAL DO ARRENDAMENTO TEM MENOS PEDIDOS

Todos os meses chegam cerca de 294 pedidos de despejos ao Balcão Nacional de Arrendamento, um número em quebra face ao ano passado e a média mais baixa desde a sua criação, em 2013.
Entre janeiro e as primeiras duas semanas de novembro, o BNA recebeu 3.807 pedidos de senhorios, que resultaram em 912 ações de despejo de inquilinos. São menos 44 processos por mês.
Segundo os números facultados ao DN pelo Ministério da Justiça, estes números comparam com os 4.051 processos que deram entrada em 2017 e com os 1.678 despejos efetivados.
Inquilinos e proprietários explicam a descida com a entrada em vigor da moratória que veio suspender os despejos até março de 2019, mesmo que as situações que esta contemple não se encontrem necessariamente no âmbito do BNA.
Para Romão Lavadinho, presidente da AIL, a descida pode estar relacionada com o facto de não haver qualquer indício de que a taxa de incumprimento esteja a subir e também de alguns proprietários terem travado os pedidos de despejo por falta de pagamento de rendas por estar ainda em vigor a referida moratória.
Luís Menezes Leitão, presidente da ALP, nota que o Balcão é também usado pelos proprietários que se querem opor à renovação dos contratos, e esta moratória veio travar estas situações, além de considerar que o BNA coloca atualmente «mais entraves» aos processo.
VIDAIMOBILIÁRIA

14 de novembro de 2018

RENDAS EM LISBOA CONTINUAM A SUBIR

No segundo trimestre deste ano, a subida das rendas das casas em Lisboa "face a igual período do ano passado, ficou em 17%, desacelerando face aos 20% de variação homóloga que tinham sido registados no trimestre anterior", segundo o Índice de Rendas Residenciais da Confidencial Imobiliário, hoje divulgado.

A variação trimestral do valor das rendas na capital passou de 7,4% no quarto trimestre de 2017 para 4,6% no primeiro trimestre deste ano, culminando nos 1,8% agora registados, segundo os dados do índice, que indicam que "este abrandamento trimestral está já também a afectar o desempenho das rendas a nível homólogo, cujo crescimento também suavizou, embora mantendo-se bastante intenso".

Oito trimestres a subir a dois dígitos "ainda assim”, sublinha a Confidencial Imobiliário, “este é já o oitavo trimestre consecutivo em que o aumento homólogo das rendas habitacionais em Lisboa se realiza a dois dígitos, com o crescimento mais expressivo de 22% a ser atingido no segundo trimestre de 2017", afirmou a Confidencial Imobiliário.

Neste sentido, os dados do Índice de Rendas Residenciais revelam que "tal percurso de subidas intensivas nos dois últimos anos coloca as rendas em máximos de oito anos, com os níveis agora alcançados a posicionarem-se 38% acima dos observados em 2010 (ano base do índice)", referindo que, ao longo deste período, o nível mais baixo das rendas foi atingido há cinco anos [no segundo trimestre de 2013, penúltimo ano da vigência da troika], "face ao qual o actual momento apresenta já uma recuperação de 71%".

Efeito de contágio para as cidades vizinhas Nos outros concelhos da Grande Lisboa, o valor das rendas das casas cresceu 14%, em termos homólogos, e 3%, em termos trimestrais, no segundo trimestre deste ano, "crescimentos idênticos aos registados no trimestre anterior".
"O contágio do desempenho das rendas na capital à restante região começou a ser visível sobretudo no último ano, com o Índice de Rendas Residenciais a exibir variações homólogas de entre 12% a 14% há cinco trimestres consecutivos", avançou a Confidencial Imobiliário.

Com base neste índice, que acompanha a evolução das rendas residenciais contratadas no país desde 2010, no total de Portugal continental, as rendas residenciais subiram 11,2%, em termos homólogos, "desacelerando (em cerca de 1,8%) face à variação homóloga registada no trimestre anterior".

PUBLICO 14/11/2018