18 de dezembro de 2018

APROVADOS BENEFÍCIOS FISCAIS AO ARRENDAMENTO

Foram aprovados no Parlamento novos benefícios fiscais para os senhorios, baseados na duração dos contratos. A taxa de IRS sobre os rendimentos prediais poderá ser reduzida dos 28% atuais.
A medida inclui-se em 4 projetos de lei do PSD sobre o arrendamento aprovados a 13 de dezembro. Segundo a TSF, a taxa pode ser reduzida nos contratos com duração a partir de 2 anos, passando automaticamente para 14% no caso de um contrato a 10 anos.

O Balcão Nacional do Arrendamento contará também com o apoio da Segurança Social nos casos de maior fragilidade dos inquilinos. Foram também viabilizados os projetos do PSD para isentar de tributação os montantes das indemnizações por denúncias de contratos de arrendamento habitacional de inquilinos com baixo rendimento anual bruto corrigido e para redenir os termos de funcionamento da Comissão Nacional da Habitação.

Nesta sessão plenária agendada pelo PSD foram votados 10 projetos, 4 dos quais aprovados, com os votos a favor do PSD e do CDS-PP, abstenção do PS e do PAN, e com os votos contra do PCP, BE e PEV, baixando assim à comissão parlamentar da habitação.

Ficam de fora propostas para a atribuição de benefícios fiscais para dedução de encargos com imóveis de jovens até 30 anos com contratos de arrendamento, para criação do regime jurídico do seguro de renda, ou para implementação de um Programa de Cooperação entre o Estado e as Autarquias Locais para o aproveitamento do património imobiliário público inativo com vista ao arrendamento.

Chumbaram também as propostas de criação de projetos para a criação do fundo de garantia para o arrendamento, para atribuição de um subsídio de renda para famílias numerosas e monoparentais, e para criação do regime jurídico do arrendamento urbano para efeitos de qualicação, educação e formação.
VIDAIMOBILIÁRIA

23 de novembro de 2018

PwC APONTA LISBOA COMO O TOPO DAS PREFRÊNCIAS EM 2019

“A economia portuguesa está a crescer a um ritmo saudável e a sua capital é agora um destino internacional para empresas, investidores e turistas”, diz a PwC no seu estudo Emerging Trends in Real Estate: Europe 2019.

Lisboa está a beneficiar da “fama” que Barcelona tem vindo a perder, levando mesmo vários investidores a mudarem o seu capital da Catalunha para o país vizinho. No mesmo estudo, a PwC inquiriu os entrevistados a pontuar as cidades numa escala de um a cinco, em que um é “muito mau” e cinco é “excelente”.

Ordenando todas as pontuações num ranking, Lisboa volta a estar no topo, com uma média de 4,27 pontos em investimento (à frente de Dublin e Berlim) e 4,19 pontos em desenvolvimento (à frente de Berlim e Frankfurt).

BALCÃO NACIONAL DO ARRENDAMENTO TEM MENOS PEDIDOS

Todos os meses chegam cerca de 294 pedidos de despejos ao Balcão Nacional de Arrendamento, um número em quebra face ao ano passado e a média mais baixa desde a sua criação, em 2013.
Entre janeiro e as primeiras duas semanas de novembro, o BNA recebeu 3.807 pedidos de senhorios, que resultaram em 912 ações de despejo de inquilinos. São menos 44 processos por mês.
Segundo os números facultados ao DN pelo Ministério da Justiça, estes números comparam com os 4.051 processos que deram entrada em 2017 e com os 1.678 despejos efetivados.
Inquilinos e proprietários explicam a descida com a entrada em vigor da moratória que veio suspender os despejos até março de 2019, mesmo que as situações que esta contemple não se encontrem necessariamente no âmbito do BNA.
Para Romão Lavadinho, presidente da AIL, a descida pode estar relacionada com o facto de não haver qualquer indício de que a taxa de incumprimento esteja a subir e também de alguns proprietários terem travado os pedidos de despejo por falta de pagamento de rendas por estar ainda em vigor a referida moratória.
Luís Menezes Leitão, presidente da ALP, nota que o Balcão é também usado pelos proprietários que se querem opor à renovação dos contratos, e esta moratória veio travar estas situações, além de considerar que o BNA coloca atualmente «mais entraves» aos processo.
VIDAIMOBILIÁRIA

14 de novembro de 2018

RENDAS EM LISBOA CONTINUAM A SUBIR

No segundo trimestre deste ano, a subida das rendas das casas em Lisboa "face a igual período do ano passado, ficou em 17%, desacelerando face aos 20% de variação homóloga que tinham sido registados no trimestre anterior", segundo o Índice de Rendas Residenciais da Confidencial Imobiliário, hoje divulgado.

A variação trimestral do valor das rendas na capital passou de 7,4% no quarto trimestre de 2017 para 4,6% no primeiro trimestre deste ano, culminando nos 1,8% agora registados, segundo os dados do índice, que indicam que "este abrandamento trimestral está já também a afectar o desempenho das rendas a nível homólogo, cujo crescimento também suavizou, embora mantendo-se bastante intenso".

Oito trimestres a subir a dois dígitos "ainda assim”, sublinha a Confidencial Imobiliário, “este é já o oitavo trimestre consecutivo em que o aumento homólogo das rendas habitacionais em Lisboa se realiza a dois dígitos, com o crescimento mais expressivo de 22% a ser atingido no segundo trimestre de 2017", afirmou a Confidencial Imobiliário.

Neste sentido, os dados do Índice de Rendas Residenciais revelam que "tal percurso de subidas intensivas nos dois últimos anos coloca as rendas em máximos de oito anos, com os níveis agora alcançados a posicionarem-se 38% acima dos observados em 2010 (ano base do índice)", referindo que, ao longo deste período, o nível mais baixo das rendas foi atingido há cinco anos [no segundo trimestre de 2013, penúltimo ano da vigência da troika], "face ao qual o actual momento apresenta já uma recuperação de 71%".

Efeito de contágio para as cidades vizinhas Nos outros concelhos da Grande Lisboa, o valor das rendas das casas cresceu 14%, em termos homólogos, e 3%, em termos trimestrais, no segundo trimestre deste ano, "crescimentos idênticos aos registados no trimestre anterior".
"O contágio do desempenho das rendas na capital à restante região começou a ser visível sobretudo no último ano, com o Índice de Rendas Residenciais a exibir variações homólogas de entre 12% a 14% há cinco trimestres consecutivos", avançou a Confidencial Imobiliário.

Com base neste índice, que acompanha a evolução das rendas residenciais contratadas no país desde 2010, no total de Portugal continental, as rendas residenciais subiram 11,2%, em termos homólogos, "desacelerando (em cerca de 1,8%) face à variação homóloga registada no trimestre anterior".

PUBLICO 14/11/2018

12 de novembro de 2018

LISBOA, A CIDADE MAIS INTERESSANTE PARA INVESTIR

A 16ª edição do estudo anual - “Emerging Trends in Real Estate®: Europe 2019”, publicado pela PwC em conjunto com a ULI - publicada este mês, mostra que Lisboa subiu 10 posições para o topo da lista, tendo em conta as perspetivas gerais do mercado. Os inquiridos para este relatório mencionam a qualidade de vida ou a “liderança positiva” da cidade como base da sua escolha pela capital portuguesa, que é hoje um destino armado para empresas, investidores ou turistas, numa altura em que a economia está a crescer.

Depois de Lisboa, surge na lista das cidades mais atrativas Berlim, seguida por Dublin, Madrid, Frankfurt, Amesterdão, Hamburgo, Helsínquia, Viena e Munique, que encerra o top 10. Deixam a lista Copenhaga, Estocolmo e Luxemburgo.

Responderam a este inquérito um total de 885 prossionais provenientes de 22 países europeus. 68% mostraram-se preocupados com a disponibilidade dos ativos na hora de investir na Europa no decorrer do próximo ano, o que mostra que se mantém a atratividade do imobiliário europeu a nível global, e 30% preveem conseguir retornos inferiores aos deste ano.

A instabilidade política internacional (nomeadamente a efetivação do Brexit) é preocupação para 80% dos inquiridos, mas continuam a mostrar-se conantes em relação aos seus negócios para o próximo ano

12 de setembro de 2018

LICENCIAMENTO EM CONSTRUÇÃO NOVA SOBRE 35,7%

No primeiro semestre deste ano, o licenciamento de novos fogos em construção nova subiu 35,7% em termos homólogos para um total de 9.688 habitações, valor que supera a totalidade de fogos licenciados durante o ano de 2014 (6.785).
Segundo a Síntese Estatística da Habitação agora publicada pela AICCOPN, no primeiro semestre foram emitidas pelas autarquias 7.329 licenças de construção nova e reabilitação de edifícios habitacionais, mais 20,7% que no ano passado. Destaque para a região Norte, onde o número de fogos licenciados aumentou 43,4% até junho. Destes, 66,5% são de tipologia T3 ou superior, 17,7% T2 e 15,8% de tipologias inferiores.
No mesmo período, o novo crédito à habitação concedido subiu 24,9% para 4.770 milhões de euros em termos homólogos acumulados. Mas apesar deste aumento, o stock de crédito à habitação manteve a sua trajetória de redução dos últimos anos, reduzindo-se 1,1% em termos homólogos para 92.800 milhões de euros.
Em junho, o valor médio da avaliação bancária da habitação foi de 1.180 euros por metro quadrado, mais 6,1% em termos homólogos, subida que foi de 6,9% nos apartamentos, para os 1.238 euros, e de 4,1% no caso das moradias, para 1.077 euros.
Nota também para o consumo de cimento em Portugal, que até junho totalizou as 1,38 milhões de toneladas, mais 3,6% face a igual período do ano passado.

VIDAIMOBILIÁRIA

5 de setembro de 2018

PREÇOS DAS CASAS COM PERSPECTIVA DE AUMENTO

Os preços das casas em Portugal deverão subir cerca de 9,5% este ano, segundo estima a agência de rating Standard & Poor’s num recente relatório sobre o mercado imobiliário.
De acordo com este estudo, «a procura doméstica e estrangeira forte, bem como a oferta curta, estão a promover aumentos fortes nos preços das casas em Portugal», destacando o efeito de programas como os “golden visa” ou o Regime de Residentes Não Habituais.
«Esperamos que os preços subam 9,5% este ano, mas projetamos que as pressões vão abrandar com o crescimento económico mais lento, os crescentes custos do endividamento e a deterioração da acessibilidade», cita o Negócios.
Assim, no próximo ano os preços deverão crescer 7%, 6% em 2020 e 5% em 2021, segundo estas previsões.
De recordar que nos primeiros três meses deste ano os preços da habitação subiram 12,2% em Portugal, depois de uma subida de 10,5% em 2017. O preço médio por metro quadrado em Lisboa subiu 20% para 2.581 euros e 23% no Porto para 1.379 euros. Mas a S&P nota que «o mercado no seu conjunto mantémse acessível com rácio do preço face ao rendimento ainda 7% abaixo da sua média de longo prazo».

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